sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

LÁGRIMAS DE SAL

Ele chegou ainda meio aéreo, jogou as chaves do carro em cima da escrivaninha e caminhou lentamente para o chuveiro.O estranho é que , em vez de cantar,como fazia todos os dias ao tomar banho, desta vez, ele apenas contemplou o silêncio e chorou. E suas lágrimas, misturadas ao sal da areia da praia, que ainda estava por todo o corpo, fizeram com que ele lembrasse do fracasso de um salva-vidas.

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