terça-feira, 22 de setembro de 2009

Suspiros

Suspiros,
Suspiros,
Por um momento
me invento
atento
para as palavras
que antes, ralas,
se intitulavam
"Papel".

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Poesia, musa de todos os sentimentos

Não sei porque a poesia
tem que ser aprisionada num papel
para fazer com que as pessoas se emocionem,
já que , mesmo sem ser poeta,
até o sol faz poesia silenciosa,
conservando a subjetividade dos sentimentos.

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

RETICÊNCIAS

Amor, sentimento de duas sílabas que embriaga os corações humanos
vejo vestes que corróem; mais dor que amor

vejo meus sonhos se aquecerem em tua chama
Na calada noite, escuridão, ausência; a coruja ainda canta sua fria existência,
em versos obsoletos ,nós damos vida a ti
sei dos amores, das flores, por vezes, sei até dos beija-flores! Mas percebes nos versos a insistência vazia?
Mas, o que se pode fazer, se sem a insistência não se tem o calor morno da vida?
Um instante?
Uma eternidade?
Ou que seja bom enquanto dure?
Por vezes percebo o amor na escuridão própria,são lendas, tesouros, em suma, derrota.
Mas, oq posso fazer ,se sem a aventura, não sou nada?




poema feito em parceiria com a poetisa Náthima Sampaio cujos versos estão em laranja.

TARTARUGA

Como uma tartaruga que caminha sobre a areia da praia
nas tardes mornas de domingo,
assim sou
a caminhar pela vida,
a afundar.

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

LÁGRIMAS DE SAL

Ele chegou ainda meio aéreo, jogou as chaves do carro em cima da escrivaninha e caminhou lentamente para o chuveiro.O estranho é que , em vez de cantar,como fazia todos os dias ao tomar banho, desta vez, ele apenas contemplou o silêncio e chorou. E suas lágrimas, misturadas ao sal da areia da praia, que ainda estava por todo o corpo, fizeram com que ele lembrasse do fracasso de um salva-vidas.

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

ROBERTO

Roberto era um personagem rebelde,
que cansou de não ser
e fechou as cortinas desta narrativa.

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

PALAVRAS SUICIDAS


Faz muito tempo que não falo,
Tenho medo de matar as palavras,
de transportá-las para o mundo do inefável.

Sei que é um esforço em vão,
pois as próprias palavras se suicidam,
pulam da minha boca sem explicação;
perdendo assim, o seu brilho.

O brilho do mundo das idéias,
O brilho que morre ao se pronunciar.